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Comercial encerra temporada com melhor desempenho na Série D, mas falha no projeto a longo prazo

Com eliminação na Série D, Comercial tem o sonho do acesso
adiado por, pelo menos, duas temporada (Foto: Anderson Ramos)
O Comercial fez, no sábado (15), o último jogo da equipe profissional nesta temporada, caindo para o Ceilândia/DF na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Objetivo claro e expresso por toda a diretoria, o acesso à terceira divisão nacional acabou sendo interrompido bruscamente a quatro jogos e duas fases da real possibilidade de subir de patamar, sonho que agora será adiado por, pelo menos duas temporadas.

Poupando esforços e investimento no campeonato estadual, o Comercial montou um elenco com diversos jogadores já conhecidos pela torcida, que estiveram em campanhas de sucesso do time em 2015 e 2016, apostando no experiente técnico Márcio Bittencourt para comandar o projeto ambicioso da temporada, porém viu a equipe sofrer com a ‘falta de encaixe’, caindo nas quartas de final da competição para o Sete de Dourados, já com o técnico Valter Ferreira.

A eliminação ainda na segunda etapa do estadual não pareceu preocupar a diretoria e comissão técnica, porém acendeu um sinal de alerta já que ali se descartou a possibilidade de garantir um calendário para o segundo semestre via campeonato estadual, restando apenas o acesso à Série C como ‘salvação’ para esta e a próxima temporada do clube.

Mantendo a comissão técnica e o gerente de Futebol, Paulo Telles, a frente do projeto de acesso, o colorado reformulou o elenco, dispensando quase todos os atletas que disputaram o estadual, inclusive os poucos destaques como o meia Rodrigo Ost e o atacante Jorge Henrique – que estava lesionado. Permaneceram no time apenas o goleiro Jefferson, o lateral Murilo Ceará, o volante Querino e os atacantes Erick, Roger e Luís Ricardo.

O desempenho conseguido em edições anteriores pedia uma atenção especial à Série D. Em 2015, na primeira participação colorada na competição, a equipe terminou na penúltima posição em seu grupo, com apenas sete pontos e 29% de aproveitamento, sendo eliminado na primeira fase. No ano seguinte, a campanha foi ainda pior, conquistando apenas quatro pontos e sendo eliminado novamente na primeira fase, porém com apenas 22% de aproveitamento, na lanterna da chave.

Já neste ano, com diversas contratações, o time mostrou-se inconsistente dentro de casa, vencendo apenas a estreia sobre o Sinop/MT e perdendo outras dois jogos, mas apresentava frieza cirúrgica fora de seus domínios, empatando uma vez e vencendo outras duas, que garantiu a inédita passagem para a segunda fase na segunda posição do grupo A10, com 10 pontos.

O adversário no primeiro mata-mata foi novamente o Ceilândia, equipe que já havia enfrentado duas vezes na fase inicial com uma vitória para cada lado. Na segunda fase, porém, prejudicado por um ambiente que se criou devido aos atrasos no pagamento dos atletas, o clube não conseguiu sucesso, sendo derrotado no Morenão por 1 a 0 e empatando em 1 a 1 no Distrito Federal, resultado que decretou a eliminação, apesar de concretizar a melhor campanha do time com 45% de aproveitamento, igualando o Sete de Dourados no ano passado.

Em 2018, o Comercial terá novamente sob a gestão do presidente Valter Mangini, apenas o Campeonato Sul-Mato-Grossense a se disputar, tendo que terminar entre os dois primeiros (ser campeão ou vice) para voltar a participar da Série D e Copa do Brasil, ou então na terceira posição para disputar o regional Copa Verde.


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