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TJD/MS determina cumprimento imediato de suspensão a Arroz e não pune Operário por escalação irregular

Com a decisão, Arroz fica fora do jogo diante do Sete
(Foto: Noé Faria)
O caso envolvendo a escalação irregular do meio-campista do Operário, Eduardo Arroz, parece finalmente ter chegado ao fim. O procurador Wilson Pedro dos Anjos, destinado a analisar a situação após o afastamento de Thiago Yatros, determinou o cumprimento imediato da suspensão imposta ao jogador em 2016 e isentou o Operário de punição pela escalação irregular.

Conforme o despacho publicado na tarde desta terça-feira (2) no site da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Wilson dos Anjos alega que Comercial, Corumbaense e Urso perderam o prazo de 60 dias após a infração para apresentar a denúncia, no entanto, este fato não prescreve a punição, visto que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevê no parágrafo 1º do artigo 171 o prazo de dois anos para a suspensão perder efeito.

Desta forma, o volante fica impossibilitado de atuar já no jogo desta terça-feira (2), diante do Sete de Dourados, válido pela seletiva para a Copa Verde. Por ser o último jogo do Galo no estadual, o jogador ainda terá de cumprir mais uma partida de suspensão em uma próxima competição profissional organizada pela FFMS, podendo ser a Série B, programada para começar em junho, ou então apenas no estadual de 2018.

Por fim, o procurador determinou também a inclusão de um artigo no regulamento das próximas competições organizadas pela FFMS alertando os clubes quanto ao cumprimento de penas impostas pelo TJD/MS.

Entenda o caso

Suspenso por três jogos ainda durante a fase final do Campeonato Sul-Mato-Grossense de 2016, quando defendia o Sete de Setembro, o volante Eduardo Arroz cumpriu apenas um jogo no clube douradense e com a transferência para o Operário, em janeiro deste ano, deveria cumprir os outros dois jogos diante do União/ABC e Novo, pelas duas primeiras rodadas do estadual, porém atuou em ambos os jogos.

O problema é que não só o Galo não se atentou à irregularidade, como os rivais também demoraram para notar a infração. A denúncia aconteceu apenas no dia 10 de abril, logo após o termino das quartas de final, vindos do Urso, que acabou eliminado pelo alvinegro, pelo Comercial, alegando prejuízo na fase inicial, e pelo Corumbaense, adversário do Galo nas semifinais, que pedia a exclusão da equipe.

A intenção dos clubes denunciantes era que o Operário perdesse seis pontos por jogo em que escalou o atleta irregular, ou seja, 12 pontos no total, porém a decisão do procurador foi bem diferente do que esperavam. Acatando a argumentação da defesa de que já haviam se passado 60 dias entre a data da infração (1º e 5 de fevereiro) e a denúncia (10 de abril), Thiago Yatros decidiu arquivar o caso por prescrição do tempo, ou seja, os times haviam perdido o prazo para denunciar.

Comercial e Corumbaense recorreram à decisão e apenas o Urso desistiu do caso. Dias depois, por pedido do Carijó, o procurador foi suspenso preventivamente por 30 dias e passa por análise de conduta devido às denúncias de ligação com o Operário e o assessor Jurídico do clube, Rafael Meirelles. O caso então foi assumido por Wilson dos Anjos, que parece ter dado fim ao imbróglio. 


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