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Novos capítulos: Comercial volta a pedir reconsideração sobre “caso Arroz” e quer punição ao Operário no estadual

Diretoria do Colorado entende que escalação do jogador
prejudicou a primeira fase do estadual (Foto: Divulgação/Comercial)
A novela envolvendo a escalação do volante Eduardo Arroz, do Operário, nas duas primeiras rodadas do Campeonato Sul-Mato-Grossense ganhou novas cenas nesta segunda-feira (8). O Comercial protocolou no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/MS) uma medida urgente pedindo reconsideração da decisão proferida pelo procurador Wilson Pedro dos Anjos na última terça-feira (2), solicitando a punição ao Operário pelas partidas que escalou o jogador no estadual.

Na última semana, Wilson dos Anjos, que assumiu o caso após o afastamento do antigo procurador, Thiago Yatros, reanalisou a situação envolvendo o jogador e determinou que a suspensão de dois jogos fosse cumprida a partir do momento da publicação da decisão.

No mesmo dia, Arroz ficou de fora do segundo jogo pela decisão do terceiro lugar contra o Sete de Dourados, deixando assim apenas um jogo de punição a ser cumprido. No mesmo despacho, dos Anjos isentou o Operário de qualquer punição alegando prescrição da punição ao clube já que as denúncias dos rivais aconteceram mais de 60 dias após a infração, fora do prazo de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Para o Comercial, no entanto, a medida ainda não está de acordo com o que o Departamento Jurídico do clube julga ideal. Com o argumento de que foi prejudicado com a situação, já que o Operário terminou na liderança da chave na primeira fase, o Colorado pede que haja um julgamento para decisão final, além da desclassificação do Operário com a perda de todos os pontos conquistados com Arroz em campo; pagamento de multa pela escalação irregular e a alteração da tabela de classificação do grupo A, anulação, consequentemente, os jogos da fase final da competição.

A medida será analisada pela presidente do TJD/MS, Celina de Mello e Dantas Guimarães, que nos próximos dias de emitir um novo posicionamento do tribunal sobre o caso.

Entenda o caso

Suspenso por três jogos ainda durante a fase final do Campeonato Sul-Mato-Grossense de 2016, quando defendia o Sete de Setembro, o volante Eduardo Arroz cumpriu apenas um jogo no clube douradense e com a transferência para o Operário, em janeiro deste ano, deveria cumprir os outros dois jogos diante do União/ABC e Novo, pelas duas primeiras rodadas do estadual, porém atuou em ambos os jogos.

O problema é que não só o Galo não se atentou à irregularidade, como os rivais também demoraram para notar a infração. A denúncia aconteceu apenas no dia 10 de abril, logo após o termino das quartas de final, vindos do Urso, que acabou eliminado pelo alvinegro, pelo Comercial, alegando prejuízo na fase inicial, e pelo Corumbaense, adversário do Galo nas semifinais, que pedia a exclusão da equipe.

A intenção dos clubes denunciantes era que o Operário perdesse seis pontos por jogo em que escalou o atleta irregular, ou seja, 12 pontos no total, porém a decisão do procurador foi bem diferente do que esperavam. Acatando a argumentação da defesa de que já haviam se passado 60 dias entre a data da infração (1º e 5 de fevereiro) e a denúncia (10 de abril), Thiago Yatros decidiu arquivar o caso por prescrição do tempo, ou seja, os times haviam perdido o prazo para denunciar.

Comercial e Corumbaense recorreram à decisão e apenas o Urso desistiu do caso. Dias depois, por pedido do Carijó, o procurador foi suspenso preventivamente por 30 dias e passa por análise de conduta devido às denúncias de ligação com o Operário e o assessor Jurídico do clube, Rafael Meirelles. O caso então foi assumido por Wilson dos Anjos, que deu seu parecer, porém parece não ter sido definitivo.


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