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FIM DO JEJUM! Corumbaense vence Novo e volta a ser campeão estadual após 33 anos

Com mais de cinco mil torcedores nas arquibancadas, Carijó encerrou
o jejum e voltou a ser campeão (Foto: Diário Corumbaense)
O Corumbaense é o campeão sul-mato-grossense de 2017! O grito que estava entalado na garganta do torcedor do Carijó há 33 anos finalmente saiu na tarde deste domingo (7), ecoado por mais de cinco mil torcedores que festejaram o segundo título estadual da história do clube após a vitória por 2 a 1 sobre o Novo no estádio Arthur Marinho.

Assim como o atacante Negão ficou marcado em 1984 ao marcar o gol da vitória sobre o Douradense, o herói da vez vestia a camisa adversária. Júlio Cesar, volante do Novo, marcou contra o gol que desempatou o jogo aos 33 minutos da etapa final e deu o título ao Carijó. Antes, o meio-campista Willian havia aberto o placar no fim do primeiro tempo e Andrinho empatou para o time da capital no início da etapa final, quando o Novo já jogava com um a mais após a expulsão de Sandrinho, no último lance do primeiro tempo.


Pela primeira vez em uma decisão, o Novo termina o estadual com a melhor campanha de sua história, na segunda colocação e a garantia de um calendário mais extenso em 2018, já que, assim como o Corumbaense, participará da Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro.

O jogo

Mesmo com a vantagem de jogar pelo empate após o 1 a 1 em Campo Grande na primeira partida da decisão, o Carijó não se contentou em esperar a equipe adversária e empurrado pelos torcedores, que abarrotaram as arquibancadas do estádio Arthur Marinho, pressionou desde os minutos inicias, mas o bom sistema de marcação armado pelo técnico do Novo, Bazílio Amaral, evitou qualquer perigo nos primeiros lances da partida.

Apertado no meio campo, o jogo só passou a causar suspiros nos torcedores das duas equipes quando os times passaram a explorar a bola parada. O primeiro a testar o recurso foi o Corumbaense, aos 16 minutos, quase abrindo o placar em cabeçada do volante Cléber, que parou no goleiro Bernardo. O time da capital respondeu exatos dez minutos mais tarde, com o zagueiro Diogo Rincón que aproveitou escorada de Wesley para finalizar de ‘peixinho’, com o goleiro Diego sendo o herói do time da casa.

Com a necessidade de marcar ao menos um gol para sair com a vitória, o Novo passou a se lançar mais ao ataque nos 15 minutos finais, explorando a velocidade de Luan, pela esquerda, e Vilmar, na direita. O Carijó, por sua vez, mudou a estratégia e nas roubadas de bola apostou nos lançamentos. Foi assim, aos 43 minutos, que Willian abriu o placar em um belo chute cruzado que acertou o ângulo de Bernardo, que só assistiu a bola bater na trave, entrar e fazer ecoar o barulho ensurdecedor da torcida corumbaense.

No último lance da etapa inicial o enredo ficou ainda mais dramático. O atacante Sandrinho, que já havia recebido amarelo, cometeu falta em Luan e acabou expulso, deixando o Carijó com um a menos. A superioridade numérica em campo fez o Novo se lançar a frente no segundo tempo. Com a posse de bola, o time de Campo Grande conseguiu o empate logo aos nove minutos, com Andrinho que aproveitou rebote do goleiro Diego em chute de Luan.

Precisando de um gol para ser campeão, o Novo passou a acreditar na virada, enquanto o Carijó se fechou. Aos 12, o atacante Kareca até marcou para o time da casa, mas a auxiliar Daiane Muniz dos Santos indicou impedimento do jogador. O Novo quase chegou ao gol da virada sete minutos depois, em chute de Matheus Dulcídio que o goleiro Diego fez grande defesa.

A situação começou a mudar a partir dos 30 minutos, quando entrou o atacante Elivélton, que mudou a história do jogo. Logo em sua primeira jogada, passou por dois marcadores e cruzou para Juninho acertar a trave. Na segunda, não teve jeito. O atacante cobrou escanteio fechado na primeira trave e contou com o azar do volante Júlio Cesar, do Novo, que desviou contra o próprio patrimônio, colocando o Carijó novamente com uma mão na taça.

A partir dai o Corumbaense se fechou. Restavam apenas dez minutos para o fim do jejum. Muito pouco para que o Novo pudesse fazer os dois gols necessários. Assim, restou apenas aguardar o árbitro Thiago Alencar Gonzaga apitar o fim do jogo para consagrar Diego, Robinho, Rafael, Thiago Costa, Rodrigo, Valdinei, Cleber, Mutuca, Willian, Juninho, Kareca, Sandrinho, Elivélton e o técnico Douglas Ricardo, que entraram definitivamente para a história do Carijó!


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