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Aluguel do Morenão e taxas com serviços fazem dos jogos em casa sinônimo de prejuízo para clubes da capital

Sem grandes públicos para abater despesas, Novo e União/ABC
sofrem com o alto custo do estádio (Foto: MS Esporte Clube)
Dentro de campo o desempenho tem sido positivo, mas quando se analisa o balanço financeiro, o retorno do estádio Morenão não tem sido dos mais vantajosos para os clubes da capital nesta edição do Campeonato Sul-Mato-Grossense. Dos quatro clubes que mandam jogos no estádio, apenas o Operário não teve mais despesas do que lucro nos jogos como mandante e o resultado disso é Comercial, Novo e União/ABC liderando com folga o ranking de piores receitas, ou melhor, maiores prejuízos, nos jogos em casa no estadual.

Os números presentes no borderô de cada jogo contrastam com os resultados em campo das equipes. Em dez jogos, até aqui, contra adversários do interior no estádio, apenas uma derrota, do Comercial, para a Serc, ainda na segunda rodada do estadual, quatro empates e seis vitórias. Desempenho que garantiu os quatro clubes nas quartas de final, com chances até de chegarem às semifinais.

No entanto, a cada jogo em casa, dirigentes lamentam a fração a mais que se soma nas dívidas acumuladas pelos clubes. Até o momento, o União/ABC é quem mais sofre com o alto custo de se jogar no Morenão. Sem grande torcida, já que apresenta a décima pior média de presentes por jogo, com 334 pessoas, o clube já calculou mais de R$ 29 mil de prejuízo em seis jogos, uma média de quase R$ 5 mil reais que saem por partida.

Logo atrás aparece o Comercial, com mais de R$ 15 mil de dívidas resultantes apenas dos jogos no Morenão, não tendo prejuízo apenas no primeiro jogo como mandante, diante do Novo, e no clássico contra o Operário, nas demais, ao menos R$ 7 mil de despesa em cada jogo. Com prejuízo também na casa dos R$ 15 mil, porém com um jogo a mais disputado no estádio, o Novo chegou ao ponto até de seu presidente, Américo Ferreira, lamentar publicamente, durante a última reunião na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), a classificação, por conta de mais dívidas que seriam geradas.

O único clube na contramão é o Operário, porém, graças a um motivo bem claro. Com a segunda maior receita acumulada no estadual, atrás apenas do Corumbaense, o Galo vive ainda do ‘efeito Comerário’ no primeiro turno, onde os quase sete mil presentes geraram uma renda líquida superior a R$ 40 mil. No entanto, nas duas últimas partidas do alvinegro como mandante, diante de Costa Rica e Serc, o baixo público – ambos na faixa dos 200 torcedores – deixou o clube com uma despesa de mais de R$ 8 mil em cada jogo.

Os motivos

Até aqui, só apresentamos os efeitos, mas afinal, por que tanta despesa ao se jogar como mandante na capital? A resposta também pode ser encontra no próprio borderô de cada partida. Ao escolher o Morenão como local para mandar a partida, cada clube paga, no total, dez tipos de taxas diferentes. Para se fazer um paralelo, o Sete de Setembro, no último jogo, diante do Comercial, teve apenas quatro tipos de despesas no estádio Douradão, que tem tamanho semelhante.

A principal diferença entre o Morenão e os demais estádios no Estado é que para se jogar nele, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que é dona, cobra R$ 2,1 mil de aluguel para jogos durante do dia e R$ 2,6 mil para partidas à noite. No interior, por exemplo, a maioria dos estádios são geridos pelas prefeituras que fazem acordos com os clubes para que não seja cobrada a locação.

Além do aluguel, os clubes da capital ainda têm de arcar com taxas como policiamento, ambulância, serviços de segurança, bilheteria, INSS, além da taxa com a FFMS, obrigatória a todos os clubes. Com isso, é necessários arrecadar ao menos R$ 15 mil, o que só é feito com públicos próximos a mil pagantes.

Até o ano passado, com jogos no estádio Jacques da Luz, no bairro das Moreninhas, os clubes eram isentos do aluguel pela Prefeitura de Campo Grande, gestora do local, fazendo com que mesmo com públicos menores, em grande parte dos jogos não houvesse prejuízo. Neste ano, sem laudos, os clubes não puderam mandar jogos no estádio.

Os dirigentes de Comercial, Novo, Operário e União/ABC já se reuniram com a reitoria da UFMS na tentativa de reduzir o valor do aluguel, mas a Universidade estipula ao menos R$ 2 mil para arcar com as despesas. Sem outra possibilidade, os quatro clubes seguem tendo de olhar os resultados positivos no estádio para esquecer o saldo negativo que é gerado após os 90 minutos.

Neste final de semana, Comercial e Operário entram em campo como mandantes no Morenão. A expectativa é que, por serem duelos na fase decisiva do estadual, um grande número de torcedores compareçam e ajudem a aliviar as contas dos clubes, além de ajudar a buscar o resultado dentro de campo.


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