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Conheça as armas do River/PI para tentar surpreender o Sete no Douradão




Equipe do Piauí está invicta em 2017
(Foto: Stephanie Pacheco/GloboEsporte)
O Sete de Setembro estreia na Copa do Brasil nesta quarta-feira (8), às 20h30, diante do River/PI. Invicta no ano, a equipe nordestina está bem diferente daquela que foi rebaixada da Série C para D do Campeonato Brasileiro em 2016, tanto que dos 11 prováveis titulares diante do time douradense, apenas o volante Amorim estava no elenco do ano passado.

A frente da comissão técnica está Waldemar Lemos, um técnico experiente, de passagens por grandes times no país, e que reformulou o sistema de jogo do time. Nas três partidas oficiais disputadas nesta temporada ganhou duas, ambas pela Copa do Nordeste, e empatou uma, fora de casa, pelo Campeonato Piauiense.

Apesar do treinador ainda estar em início de trabalho, já é possível tirar algumas conclusões sobre a forma de atuar do River nesses três primeiros compromissos, inclusive podendo ser destacado alguns pontos fortes e vulneráveis, além dos jogadores que fazem o esquema funcionar. Detalhamos então, algumas observações que o Sete deve ter atenção para poder bater a equipe piauiense e avançar à segunda fase da Copa do Brasil.

O esquema

Provavel River diante do Sete - Football tactics and formations
Disposição tática da provável equipe do River para a partida diante do Sete (Arte: MyTatics)

Atuando num esquema bem próximo do 4-3-3, o River tem grande força nas jogadas de linha de fundo e costuma arriscar chutes de fora da área com frequência através dos meio-campistas. Da linha defensiva, apenas o lateral esquerdo, Wesley Raizeman, costuma aparecer como “homem surpresa” no campo de ataque, quando isso acontece, o volante Amorim cobre suas subidas, além de dar sustentação à defesa.

No meio-campo, Humberto faz a função conhecida como “box-to-box”, ou seja, é o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque, onde costuma aparecer dando apoio às investidas de Raizeman. Osmar é o cérebro da equipe. Por ele, passam quase todas as jogadas de ataque, inclusive sendo uma opção em partidas truncadas, já que demonstrou ter um excelente chute de meia-longa distância. Júnior Paraíba atua um pouco mais avançado, porém, ainda não fez uma grande partida neste ano, tendo já até perdido um pênalti.

Os homens da frente são experientes e juntos marcaram quatro dos cinco gols da equipe nessas três primeiras partidas. Viola é o definidor. Centro avante fixo, o jogador de 35 anos já deixou sua marca três vezes e costuma ser letal, além de utilizar o corpo para fazer o papel de pivô, colaborando desta forma com uma assistência, no único gol não marcado pela dupla. Já Rodrigo Tiuí, o mais famoso do time, atua pelas pontas e, quando isolado, costuma buscar a bola no meio campo – assim marcou o gol diante do Sampaio Corrêa/MA, pela Copa do Nordeste.

O cara

Osmar, meio-campista, 32 anos

Como já foi dito, Osman é o meia cerebral do River. Responsável principal pela armação da equipe, o jogador de 32 anos conta com o recurso da finalização de fora da área e assim, já conseguiu um pênalti para sua equipe – o zagueiro adversário colocou a mão na bola após o chute – e quase surpreendeu o goleiro do Sampaio Corrêa na partida do último final de semana.


Olho nele

Wesley Raizeman, 24 anos, lateral esquerdo

Talvez a principal válvula de escape do River, o lateral esquerdo Wesley Raizeman é quase um ponta, devido ao número de aparições no campo de ataque. Sempre dando alternativa quando os meias estão em posse da bola, o jogador já teve duas chances claras de finalização nas duas primeiras partidas e ainda deu uma assistência para o gol de Viola, no empate contra o Picos, pelo Campeonato Piauiense. Além disso, o jogador aparece também cobrando laterais longos, já tendo inclusive conseguido um pênalti em jogada desse tipo

Merece atenção

Quando na base do toque de bola não funciona, a ligação direta é uma alternativa muito bem utilizada pelo River e que tem dado resultado nesses primeiros jogos. Dos cinco gols marcados, dois surgiram através deste tipo de jogada, ambas feitas pelos zagueiros, que lançam a dupla de atacantes – Viola e Tiuí – que fazem uso do corpo para dominarem e se colorem em condições de marcar.

A mina de ouro

Com apenas dois gols sofridos nesta temporada, a defesa não apresentou pontos fracos, porém três observações puderam ser feitas com base nos momentos em que a dupla de zaga foi exigida. O primeiro é a falta de velocidade. Fortes fisicamente, tanto Oscar Brizuela quanto Caíque dão pouco espaço pelo chão para ultrapassagens, porém, quando testados na corrida, os jogadores não costumam acompanhar e dependem de apoio, para não comprometer o sistema.

Outro ponto é a vulnerabilidade em jogadas aéreas, foi assim que Juazeirense/BA, Picos/PI e Sampaio Corrêa/MA chegaram mais perto de incomodar o goleiro Leandro, que sempre se mostra muito seguro. Por fim, as subidas do lateral esquerdo, Wesley Raizeman, podem ser uma boa saída ao Sete, já que a recomposição é feita pelo volante Amorim e um contra-ataque pode surpreender o time piauiense e proporcionar uma grande oportunidade à equipe douradense.

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