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Aproveitamento de times de MS na Copinha cai para 17% após eliminação de Novo e Operário

Operário foi o único time do Estado a vencer nesta edição,
insuficiente para alçar voos maiores (Foto: Raul Rodrigues)
O desempenho dos representantes de Mato Grosso do Sul na Copa São Paulo de futebol júnior foi mais uma vez decepcionante. Campeão e vice do estadual sub-19 em 2016, Novo e Operário, respectivamente, não conseguiram repetir o feito do Aquidauanense em 2014, que avançou de fase, e foram eliminados após apenas três jogos, cada, acumulando goleadas sofridas e apenas uma vitória, que não ajudou a melhor o retrospecto do Estado na história da competição.

Até o início da 48ª edição da Copinha, os clubes representantes do Estado na competição haviam conseguido um aproveitamento de 24,7% dos pontos disputados em 21 anos de participação. O que já não era positivo só piorou após mais cinco derrotas em seis jogos, que reduziram o aproveitamento para apenas 17,1%, com apenas 17 vitórias e 21 empates em 99 partidas disputadas.

É notório o desnível entre o trabalho nas categorias de base realizado nos clubes de Mato Grosso do Sul e de outros Estados, especialmente dos grandes centros. Enquanto alguns têm uma preparação realizada ao longo do ano em competições estaduais, que muitas vezes duram mais de seis meses, Novo e Operário conseguiram a vaga para a maior competição de base do país após disputarem dois jogos, cada, em um torneio entre apenas três times, que mais repercutiu pelas batalhas nos tribunais do que pelo demonstrado dentro de campo.

Além disso, muitos dos trabalhos feitos – que não necessariamente tenha acontecido neste ano – são periódicos, com clubes montando elencos às pressas, sem tempo para critérios mais específicos. Há casos que demonstram o contrário, como o Seduc, não por acaso, atual tricampeão do estadual sub-17 e que já se apresentou na última semana para iniciar a pré-temporada para as competições programadas para o calendário – muitas delas sem a participação da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), que dá atenção a estas categorias apenas no segundo semestre.

O reflexo disso é a falta de jogadores nascidos ou revelados no Estado nas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro ou até no exterior, conforme apontou pesquisa, realizada em novembro do ano passado, que revela que Mato Grosso do Sul é apenas o 19º número de atletas nascidos jogando a Série A do Brasileirão, tendo apenas um atuado no Estado – Gilson, da época, no América/MG.

Resta esperar por mais um ano, onde espera-se que o ciclo se modifique e nas próximas temporadas os garotos e clubes de Mato Grosso do Sul possam brilhar de forma definitiva entre os clubes de todo o país.
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