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Sucessor imediato em caso de desistência, Coxim não deve aceitar vaga na Série A

Clube terminou a Série B na terceira colocação, porém não
deve aceitar uma eventual vaga (Foto: Nelson Corrales)
A indefinição em torno dos participantes no Campeonato Sul-Mato-Grossense de 2017 pode ganhar novos capítulos caso se confirme alguma desistência. O Coxim, postulante imediato caso abra uma vaga, por ter terminado na terceira colocação da Série B deste ano, não deve aceitar entrar na competição. Inviabilidade de tempo para montar uma equipe e falta de patrocínios são as principais dificuldades apontadas pelo Jaú para poder ficar com uma possível vaga.

Equipe que mais se preparou para buscar uma vaga na primeira divisão estadual dentro de campo, o clube viu todo o trabalho de sete meses não surtir efeito dentro de campo e desfez, logo após o fim do estadual, a parceria com a empresa paulista DCI Sports, que geria o futebol do clube. Assim, todos os atletas romperam seus contratos e não há qualquer estrutura para se disputar uma Série A de estadual, segundo o presidente do clube, Antonio Mascarenhas.

Não diferente das equipes que ameaçam desistir, o Coxim também sofre com a falta de apoio para conseguir investir o mínimo necessário para disputar a competição. De acordo com o dirigente, durante a Série B, que tem orçamento inferior à primeira divisão, o clube já teve dificuldade para levantar o valor para pagar as inscrições dos atletas, que quase ocasionou a desistência da competição.

“Se continuar sem patrocínio, não vamos aceitar vaga na Série A. Futebol sem dinheiro não se faz. A prefeitura aqui também não ajuda, só com o básico, então a chance de disputar é mínimo”, disse Mascarenhas.

O último ponto que também pesa contra uma possível participação é a falta de estádio. Sem condições de receber jogos, o André Borges, caso do clube, não tem nenhum dos laudos exigidos pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), fazendo com que a equipe tenha que jogar na capital, onde não teve bom desempenho já na Série B, ou em alguma outra cidade da região.

Moreninhas aparece como opção para jogar a primeira divisão
(Foto: Nelson Corrales)
Por outro lado, a Moreninhas já trabalha para tentar herdar uma das vagas que eventualmente surja. De acordo com o gestor do clube, Karllinhos Oliveira, a diretoria já busca recursos para participar da primeira divisão e não teria dificuldade para montar o elenco, já que boa parte do grupo que disputou a Série B ainda tem contrato com o Leão. Caso fique com a vaga, a capital terá cinco times na elite estadual, quase metade do total de times.

Até o momento, a equipe mais próxima de desistir é o Naviraiense, que segundo o presidente, Sergio Stefanello, deve oficializar a retirada da primeira divisão ainda nesta sexta-feira (23). O Águia Negra é outro que corre sério risco, já que não conta com o apoio público e tem dificuldades em conseguir patrocinadores. Ivinhema e Serc foram outros que ameaçaram não jogar a competição, porém, após acordo com as prefeituras, devem se manter.
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