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OPINIÃO: Os ensinamentos deixados pelo Coxim

Por Thiago Lopes de Faria


Jaú terminou a Série B com apenas uma vitória, justamente
na última rodada (Foto: Nelson Corrales)
O Coxim foi o time no mundo que mais se preparou para a temporada 2016. Os trabalhos começaram em abril para uma competição que começou em novembro.

Foram sete meses de preparação. Houve tempo para a escolha do treinador, tempo de conhecer os adversários, os jogadores, os árbitros, os dirigentes e até os buracos do gramado Jacques da Luz.

Mas a preparação foi totalmente errada. Treinamentos fora da cidade, amistosos contra times que não refletiam o que o Coxim enfrentaria no Estadual série B e sequer ter seu estádio apto para a competição.

Parecia que a diretoria e a prefeitura de Coxim nunca se falaram em todo o período de preparação.

Aliás, algum irresponsável ainda assinou um laudo de um projeto de estádio que possui um gramado espetacular, mas que foi rejeitado com toda razão pelo Ministério Público Estadual.

A expectativa de todos era que o time em campo passasse por cima dos rivais. Mas foi um fiasco pelo total desconhecimento do seu treinador e dos seus jogadores sobre o futebol sul-mato-grossense.

Duas goleadas e dez gols tomados em dois jogos, fizeram o técnico enxergar que precisava reconhecer a limitação de seu elenco.

Na despedida quando o Coxim não lutava por mais nada, a humildade de marcar o adversário e entrar para não perder da Moreninhas.

Foi quase perfeito e deu apenas uma chance clara ao rival que desperdiçou e mandou a bola no travessão. O time que entrou para não perder, venceu por 3 a 0 e teve oito chances claras de gol.

Não adianta o clube ter todo o tempo do mundo se não souber trabalhar, se não souber o que vai enfrentar e não tiver pessoas capacitadas para cuidar do time dentro e fora de campo.

Por tudo o que aconteceu, o Coxim serve de exemplo para que forasteiros que queiram se aventurar por aqui, entendam que com todas as dificuldades do nosso futebol, aqui não é terra de ninguém e quem mostrar desconhecimento sobre o futebol sul-mato-grossense, passará vergonha.

Eu disse em uma rede social que o time do Coxim era tão ruim que eu iria chamá-lo de jiló e errei. O time do Coxim não era ruim, era mal preparado para o que iria enfrentar. 


Thiago Lopes de Faria é jornalista dos sites Futebol na Canela e Esporte MS, além de atuar como Assessor de Imprensa na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS)
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