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Após reforma completa, Morenão diminuirá capacidade para até 28,6 mil torcedores

Estádio terá capacidade reduzida em até 35% após
conclusão total (Foto: Fernando Antunes)
Maior estádio de Mato Grosso do Sul, o Morenão diminuirá a capacidade máxima após a conclusão da revitalização iniciada no último dia 2. Oficialmente, o espaço tem a possibilidade de receber até 44,2 mil torcedores atualmente, porém, o número será reduzido em 35%, passando para 22.675 pessoas.

A capacidade foi determinada após elaboração do Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico, pela Cosenge Engenharia de Incêndio, que prevê adaptações na revisão no sistema preventivo de incêndio, saídas de segurança e no guarda-corpos.

De acordo com Mário César Lemos Borges, engenheiro civil e diretor da Cosenge, contratada pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), foram três os pontos principais do plano de segurança: cálculo da capacidade máxima de público, sistema preventivo de incêndio e estruturas de guarda-corpos, para prevenir queda de torcedores de pontos altos.

“O primeiro trabalho foi de verificar e avaliar se as saídas do Morenão tinham largura para a quantidade de público estimada, porque é inviável criar novas saídas. Depois fizemos revisão do sistema preventivo de incêndio, vendo a quantidade de hidrantes, se ela era suficiente e adicionando novos postos, além de sinalização, de forma que as pessoas no estádio estejam sempre a 15 metros de uma placa que indica rota de fuga”, explicou Mário.

Para o engenheiro civil, a principal falha encontrada no Morenão foi a falta de proteção para evitar riscos de quedas. “Por conta dos desníveis, e por lá ter fossos, a falta de guarda-corpos foi o ponto mais crítico. As pessoas poderiam em um descuido cair de um nível para outro. A norma hoje exige que essas estruturas tenham um metro e dez centímetros, e lá tinha casos com 40 a 50 centímetros só. Colocamos proteção em todos os locais que as pessoas poderiam sofrer uma queda”, afirmou.

O projeto foi protocolado no Corpo de Bombeiros na última quinta-feira (8). Após avaliação e aprovação, as adaptações previstas poderão ser realizadas. "O documento final será o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, que atestará que o Estádio pode ser ocupado. As normas de vigência de Mato Grosso do Sul são iguais a de São Paulo, que é a melhor e mais abrangente do Brasil. São normas que regem o Morumbi, o Maracanã. Aplicamos toda a legislação nacional de segurança. No momento que for implantado, o estádio terá toda a segurança necessária aos usuários”, finalizou.

A previsão é de que as obras no estádio sejam concluídas até a segunda semana de janeiro de 2017, num total de cinco semanas, segundo o reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), professor Marcelo Augusto Santos Turine, informou recentemente em entrevista ao Campo Grande News.

Por Campo Grande News, com adaptações da Redação
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