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Há dois anos na base da Chape, sul-mato-grossense espera ajudar na reconstrução da equipe

Sul-mato-grossense defende à Chapecoense desde 2014
(Foto: Julia Galvão/Facebook)
A rotina de Vinícius Locatelli não tem sido a mesma desde a manhã da última terça-feira (29). Há dois anos na Chapecoense, o volante de apenas 18 anos, estava prestes a viajar para Criciúma para disputar o segundo jogo da final do Campeonato Catarinense sub-20, quando soube do acidente com a delegação do plantel principal da equipe Condá que vitimou 71 pessoas.

Natural de Chapadão do Sul, o jogador que começou na base da Serc e passou pelo Sete de Setembro, onde foi vice-campeão estadual sub-14 e campeão sub-15, convivia diariamente com boa parte das vítimas do desastre aéreo, tendo forte relação com o meio-campista Cleber Santana, hoje, conforta as famílias dos jogadores.

“Depois que comecei a treinar no profissional, acabei me aproximando do Cleber Santana, jogador que mais tive contato. Ele me ajudava, dava conselhos, me dava carona de volta pra casa. Agora a gente está procurando dar apoio às famílias dos jogadores que faleceram. Vamos na Arena, damos abraços e conforto”, disse o volante.

Vinícius, quando atuava pelo Sete, ao lado dos pais
(Foto: Reprodução/Facebook)
Locatelli conta que estava dormindo quando ficou sabendo das primeiras informações sobre a queda do voo. Seu primeiro ato foi ligar aos pais, que moram em Chapadão do Sul. “Acordei cinco horas da manhã com as mensagens chegando e no momento já liguei para os meus pais, que ficaram muito tristes. Quando veio a confirmação das mortes, eles me ligaram toda hora para saber se eu estava bem, se eu precisava de ajuda, de apoio”.

Mais de 24 horas após o desastre, o sul-mato-grossense relata a tristeza que ainda paira sobre Chapecó. Segunda ele, para muitos na cidade ainda não “caiu a ficha” sobre o que realmente aconteceu. “O clima está bem triste. A gente chega nos arredores da Arena [Condá] e tem muitas pessoas ainda chorando. Está bem triste mesmo. Ainda mais para os familiares das vítimas e jogadores”, afirma.

Sem os principais jogadores, falecidos no acidente, o jovem espera agora ajudar o clube a se reconstruir apostando na base e na solidariedade que demonstra todo o país com a equipe. “A diretoria está se reunindo para discutir o futuro. Nós vamos disputar a Copa Ipiranga e depois a Copa São Paulo. Depois dessas competições seremos lançados ao profissional. Acredito que podemos ajudar, pelo menos um pouco”, conclui.

"Acredito que podemos ajudar", diz o meia (Foto: Julia Galvão/Facebook)

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