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Com presidente de técnico e vice como jogador, Maracaju monta elenco caseiro para a Série B

Jogadores treinam após às 17h por desempenharem dupla
jornada com trabalho e treinos (Foto: Joãozinho Rocha)
Após bater na trave em 2015, quando ficou em quarto lugar no quadrangular decisivo, o Maracaju tentará novamente neste ano o acesso de volta à Série A do Campeonato Sul-Mato-Grossense. Com elenco modesto, formado completamente por jogadores da cidade, dois nomes se destacam: Erlei Pires Dias, presidente do clube, que desempenhará a função de técnico no estadual, e Thiago Brito, vice-presidente, que será um dos jogadores no plantel da equipe.

A medida, segundo Erlei Dias, acontecerá devido ao grave estado financeiro em que o clube se encontra. O presidente em exercício afirma que o ajustamento para se enquadrar no Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) será prioridade em sua gestão.

“Vamos priorizar os jogadores da cidade, até porque a situação financeira do clube é caótica, com muitas dívidas e temos que nos ajustar a lei do Profut. Essa é a filosofia da nossa diretoria. Se der certo, ótimo, se não der, a gente vai embora de cabeça erguida, sabendo que não vai dever pra ninguém”, afirma, argumentando o porquê de sua função e do vice na equipe. “O pessoal pediu para eu ficar de técnico porque não tem material humano para ajudar a gente. O vice-presidente, Thiago Brito, vai fazer parte do elenco e jogar. Ele já atuou profissionalmente pelo Maracaju na Série A e B e vai nos ajudar”.

Outra mediada diferente tomada pelo clube será a forma de pagamento dos atletas. Sem condições de arcar com salários durante o período de competição, os 25 jogadores que formam o grupo concordaram em não receber salários pela participação da segunda divisão e dividirão apenas o lucro que for obtido na bilheteria e bar em dias de jogos. “No final do campeonato vamos fazer uma divisão proporcional com os que jogaram. Não estamos oferecendo alojamento, nem comida, somente materiais de treino e uniforme de jogo”, explica.

Com grande maioria dos jogadores desempenhando dupla jornada, os treinos da equipe estão sendo realizados após às 17h, quando os atletas saem de seus serviços.

Apesar da difícil realidade, o presidente/técnico não acredita estar um passo atrás das demais equipes da competição. “Apesar de serem da cidade, os atletas já jogaram Série A e B do estadual. Se deixarem vamos buscar a primeira ou segunda vaga do acesso. Queremos subir. Tem time que contrata 15 ou 20 jogadores de fora da cidade e muitas vezes esses não são melhores que os prata da casa”, argumenta.

Dias lembra a situação de outra equipe do grupo, o Ubiratan, que até o momento não definiu sequer a participação na competição. Ele diz ter algumas informações sobre o time do Urso, de Mundo Novo, porém diz estar preocupado exclusivamente com seu time.

“Não procuramos nos preocupar com as outras equipes e vamos fazendo nosso trabalho aqui. A informação que tenho é que o Mundo Novo é a mesma equipe que participou de um regional no Conesul. Pelos nomes que vi, é um bom time e tem algumas contratações que fiquei sabendo que foram pra lá. Já o Ubiratan, estamos aguardando a definição, já que ainda não se sabe se irá participar”, finaliza.

Campeão da segunda divisão estadual em 2004, o Papagaio tenta o retorno na elite estadual após dois anos fora. O clube está no grupo A do torneio ao lado de Urso e Ubiratan, com quem faz o primeiro jogo, em 19/11, pela segunda rodada da competição, já que folga na primeira.
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