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STJD pune Barcelona/RJ com exclusão e Comercial volta à Copa do Brasil Feminino

Com a decisão, o Comercial enfrenta o Vitória/PE na
segunda fase (Foto: globoesporte)
A Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu nesta sexta-feira (2), por unanimidade dos votos, o Barcelona/RJ com a exclusão da Copa do Brasil de Futebol Feminino pela escalação de seis atletas irregulares na vitória das cariocas sobre o Comercial por 1 a 0 em jogo realizado no último dia 24/8, no Rio de Janeiro, válido da primeira fase da competição.

Desta forma, o time colorado, que também foi derrotado no jogo de volta, na última quarta-feira (31/8), em Campo Grande, por 5 a 3, volta à disputa do torneio, onde enfrentará o Vitória de Santo Antão, de Pernambuco, na segunda fase.

O caso

Conforme mostrou o Arquibancada MS na última terça-feira(30/8), o time carioca atuou com as atletas Bruna Amorim Petrelli, Cindy de Oliveira Baptista, Daniela Pereira Willemen, Evellen Aparecida Barbosa, Tamires de Oliveira da Silva e Teresa Cristina da Silva Freitas, todas de forma irregular na primeira partida da eliminatória.

A zagueira Camila de Azevedo Caldeiras Jose e a meio-campista Leticia Lisieux Andrade dos Santos, que também atuaram no confronto de forma irregular, não foram citadas no julgamento, porém, seus nomes foram publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no mesmo dia da partida, desrespeitando o artigo 5º do Regulamento Específico da competição, que afirma que podem atuar apenas atletas “cujos nomes constem do BID publicado até o último dia útil que anteceder a cada partida”, descreve.

No julgamento, a advogada de defesa do Barcelona/RJ, Bárbara Petrucci, explicou que a equipe tinha apenas duas opções: tomar W.O ou colocar as atletas para jogar em situação irregular. “Houve o esforço das atletas, preparação, treinamento e a equipe teve de optar por colocar as atletas para atuar. Não sendo possível desclassificar o artigo 214, a defesa pede que seja analisado o artigo 4º que destaca que somente deve ser aplicada a exclusão caso não seja possível aplicar a perda de pontos. O regulamento específico destaca que existem sim pontos”, concluiu.

No entanto, o relator do processo, auditor José Maria Philomeno, entendeu que a competição é sim eliminatória, enquadrando o caso no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê, em competições mata-mata, a exclusão em caso de irregularidades do tipo. A decisão cabe recurso e deve chegar ao Pleno, última instância nacional.
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