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Eliminada da Copa do Brasil, técnica do Comercial volta a criticar falta de apoio e quer seguir em preparação para próximas competições

Campos pretende seguir à frente do futebol
feminino no Comercial (Foto: Valentin Manieri)
O Comercial teve decretado na última quinta-feira (8) o fim de sua participação na Copa do Brasil de Futebol Feminino ao ser derrotado por 6 a 1, em casa, para o Vitória de Santo Antão/PE. Apesar de ter avançado pela primeira vez à segunda fase da competição, a técnica do time, Romilda Campos, voltou a criticar o governo e empresas da capital que mais uma vez não apoiaram a equipe na disputa do torneio.

Segundo a treinadora comercialina, o resultado do último jogo refletiu o investimento que cada uma das equipes recebe para a competição. Campos destaca que a falta de jogadoras que se dedicassem exclusivamente ao clube foi determinante para a campanha do time do sul-matogrossense que terminou com três derrotas em três jogos, só chegando as oitavas de final devido a escalação de uma atleta irregular por parte do Barcelona/RJ, ainda no primeiro jogo.

“As meninas de lá tem ajuda financeira, essa é a diferença. Quando se tem apoio, você pode trazer atletas de fora e reforçar o time para ai sim brigar pelo título. A equipe de fora [Vitória/PE] é muito boa mesmo. São entrosadas, tem velocidade e incentivo. Como a gente não tem, estamos de parabéns, porque faltar serviço pra ir jogar não é fácil”, desabafou a comandante.

Campos destaca que houve promessas não cumpridas por parte do diretor Administrativo da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Carlos Alberto de Assis, e diz ter cobrado pessoalmente a vice-governadora Rose Modesto, porém, não houve apoio nenhum do Estado. “Tudo não pode, tudo não tem. E ai como é que a gente fica?”, questionou.

Para a única viagem feita pelas meninas no torneio, contra o Barcelona/RJ, no Rio de Janeiro, a técnica conta que só foi possível realizar o trajeto devido ao empréstimo feito pelo Ponto de Apoio, através do torcedor comercialino ‘Seu Ari’, que também cedeu os uniformes, e pelo também torcedor Luiz Carlos Trombini.

Próximos passos

Constantemente afirmando: ‘eu não vou desistir’, a técnica não pretende desfazer o projeto de futebol feminino no clube. Campos afirma querer implantar um projeto de categorias de base no colorado, para assim buscar novas jogadoras e dá-las oportunidade. “É uma emoção muito grande dar uma chance para as meninas jogarem”, conta.

A equipe deve seguir treinando duas vezes na semana em preparação para a Copa Campo Grande, competição organizada pela própria treinadora, que deve ocorrer no mês de novembro com equipes de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e do Distrito Federal que já estiverem eliminadas da Copa do Brasil.

Por fim, ela ressalta a garra das jogadoras que vestiram o uniforme alvirrubro na competição que se passou e promete seguir tocando o futebol feminino no Estado a qualquer custo. “Estou muito satisfeita com a participação, independente do resultado. As meninas foram guerreiras e não desistiram em momento algum. Também não vou desistir. Com apoio ou sem apoio vamos a luta. É o meu sonho. O sonho da gente não se pode desistir”, conclui.
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