Header Ads

No aniversário de 62 anos de Cassilândia, relembramos dois momentos em que a cidade quase atingiu o topo do futebol estadual



A cidade de Cassilândia, localizada há 434 km de Campo Grande, comemora nesta quarta-feira (3) sessenta e dois anos de emancipação e para celebrar esta data, relembramos dois grandes momentos do futebol no município, quando em 1995 e 2001, Serc, de Chapadão do Sul, e Comercial, respectivamente, impediram que o Clube Atlético Cassilandense (CAC) atingisse o topo da modalidade em Mato Grosso do Sul.

Fundado em cinco de julho de 1986, o CAC só foi estrear na elite do futebol sul-matogrossense em 1992. Porém, a primeira grande façanha da equipe colorada veio três anos mais tarde, no Campeonato Sul-Matogrossense de 1995. Integrante do grupo B na primeira fase do estadual, ao lado de Comercial, Dom Bosco, Paranaibense e Serc, a equipe de Cassilândia classificou-se a etapa seguinte de forma invicta, na segunda colocação, somente atrás do Dom Bosco, que somou 14 pontos, dois a mais que o CAC.

Na segunda-fase, em grupo único, com a presença de Marítimos, de Corumbá, Operário, Pontaporanense e Taveirópolis, vindos do grupo A, além de Dom Bosco e Serc, também classificados no grupo B, o CAC perdeu logo na estreia sua invencibilidade ao seu derrotado pelo Marítimos por 2 a 1 fora de casa, mas os triunfos sobre o Dom Bosco, Pontaporanense, Serc e Taveirópolis, por duas vezes, além dos três empates contra Operário, Pontaporanense e Serc nas rodadas finais garantiram novamente a segunda posição geral e a vaga nas semifinais da competição.

O adversário por um lugar na decisão era o Dom Bosco, terceiro colocado na segunda fase. A favor do time cassilandense a vantagem de decidir no estádio Serrinha, porém a classificação veio nos tribunais. Após perder o primeiro jogo por 2 a 0 e não conseguir reverter o placar no jogo de volta, vencido por 2 a 1, o CAC obteve a classificação para a final graças a uma falha da equipe campo-grandense que escalou um atleta irregular no confronto.

O título, decidido nos dias 13 e 21 de agosto daquele ano, estava entre a equipe de Cassilândia e a Serc, outro adversário encontrado nas duas primeiras fases do estadual e que havia passado pelo favorito Operário nas semifinais, vencendo ambos os jogos por 1 a 0. Na primeira partida, em Chapadão do Sul, derrota por 2 a 1 e bastava uma vitória simples para a conquista inédita, mas no jogo de volta, nova derrota, desta vez por 1 a 0 e a festa e o título inédito acabou indo para a Serc.
Nos estaduais seguintes, apenas duas outras participações – em 1998 e 1999 -, mas sem o mesmo destaque, que viria novamente em 2001. Também com duas fases antes das seminais, o CAC passou como líder na primeira fase, vencendo quatro jogos, empatando dois e sendo derrotado em outros dois.

O bom desempenho se manteve na fase seguinte, onde em um grupo com Comercial, Operário de Dourados e Ponta Porã, classificou-se em segunda lugar, com 11 pontos, mesmo número de pontos que o Comercial, líder, que obteve saldo de gols melhor.

Novamente em busca de um lugar na decisão, o adversário da semifinal seria o Cene, adversário que ainda pertencia à cidade de Jardim e havia terminado na liderança de seu grupo na fase anterior.  O outro confronto semifinal seria o clássico entre Comercial e Operário.

O primeiro jogo da fase decisiva aconteceu no estádio Serrinha, e o CAC conseguiu abrir vantagem ao vencer o jogo por 4 a 2. Na partida de volta, a derrota por 1 a 0 não foi suficiente para o recém-criado Cene chegar a sua primeira final e o CAC teria a segunda oportunidade de buscar o troféu de campeão estadual, desta vez contra o Comercial, que venceu os dois Comerários, por 1 a 0 e 3 a 1.

O primeiro jogo da decisão, novamente no estádio Serrinha, acabou empatado em 1 a 1 e a definição ficou para o estádio Morenão. Porém, seis anos depois, um novo final triste para o torcedor cassilandense, que viu o CAC cair aos pés do artilheiro Tainha, que comandou o time da capital a uma vitória por 4 a 1 e garantiu mais um título ao colorado campo-grandense. Para este jogo, o time de Cassilândia, do técnico Dú Paulista, foi a campo com César; Neguinho, Zé Maria, Célio e Marcelo; Elson, Max, Júnior Paulista e Gaguinho (Paulo César); Dedimar e Vanderlei.

Após mais este revés, o CAC disputou apenas mais um Campeonato Sul-Matogrossense, no ano seguinte, terminando na décima colocação. Atualmente, o time está licenciado do futebol profissional.



Copyright © 2016 Arquibancada MS. Todos os direitos reservados.. Tecnologia do Blogger.