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Conheça os jogadores de Mato Grosso do Sul que tiveram a chance de conduzir o Brasil ao ouro olímpico no futebol

Chicão (à esquerda) e Lucas (à direita) já representaram o Estado nos Jogos Olímpicos (Foto: reprodução)


Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro se iniciam oficialmente nesta sexta-feira (5), com a cerimônia de abertura, que acontece a partir das 18h (horário de MS), mas, na prática, a 31ª edição do torneio já começou com a primeira rodada do futebol feminino e masculino, modalidades que o Brasil ainda busca o primeiro ouro olímpico em sua história e é tido como obsessão por grande parte dos brasileiros.

Apesar de nenhuma das modalidades contarem com atletas sul-matogrossenses nesta edição, em duas outras oportunidades jogadores nascidos no Estado tiveram a chance de buscar a inédita conquista olímpica. Em 1984, em Los Angeles, o rio-brilhantense Chicão, então na Ponte Preta, e seis edições mais tarde, em Pequim 2008, o douradense Lucas Leiva, do Liverpool, da Inglaterra, representaram o Estado no futebol masculino. Já entre as mulheres, em nenhuma das cinco edições realizadas, atletas nascidas em Mato Grosso do Sul tiveram a chance de participar do torneio.

Medalhistas, Chicão e Lucas Leiva ficaram muito próximos da conquista. O primeiro acabou com a prata, sendo derrotado pela França na decisão, já Lucas conquistou o bronze, após a derrota para a Argentina na semifinal e triunfo posterior sobre a Bélgica por 3 a 0.

Conheça a baixo a participação de cada um deles no Jogos Olímpicos.

Chicão, Olímpiadas de Los Angeles, 1984
Em pé, Chicão é o quarto jogador da esquerda para direita. (Foto: Baú do Futebol)


Vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1983 pela Ponte Preta com 21 gols em 41 jogos, Francisco Carlos Martins Vidal, o atacante Chicão, natural de Rio Brilhante, foi um dos seis jogadores que não atuavam pelo Internacional, que cedeu 11 jogadores à seleção, a integrar o time brasileiro para os jogos.

Apesar de não ter deixado sua marca na competição, Chicão atuou em todos os seis jogos da seleção, sendo em grande parte deles suplente e opção para o segundo tempo das partidas. Na primeira fase, o jogador ajudou o Brasil a conquistar três vitórias em três jogos sobre Arábia Saudita, Alemanha Ocidental e Marrocos, classificando o país na primeira colocação do grupo C.

O primeiro susto da campanha veio nas quartas de finais, em confronto contra o Canadá, vencido apenas nos pênaltis após empate em 1 a 1. Na fase seguinte, o adversário foi a Itália e o Brasil venceu por 2 a 1, com Chicão entrando aos 32 minutos da etapa final do jogo. Por fim, já com ao menos a medalha de prata garantida, a Seleção Brasileira enfrentou a França, campeã europeia, e acabou batida por 2 a 0. Chicão foi opção do técnico Jair Picerni aos 12 minutos do segundo tempo, mas o atacante também não conseguiu vencer a forte defesa francesa que ficou com o ouro olímpico.

Lucas Leiva, Olímpiadas de Pequim, 2008

Agachado, Lucas Leiva é o camisa 8. (Foto: Baú do Futebol)


Promissor, o jovem Lucas Leiva, recém-chegado a Inglaterra, após ser destaque do Grêmio na campanha do vice-campeonato da Libertadores um ano antes, era visto como um dos pilares da seleção olímpica em 2008.

Presente nas categorias de base da seleção desde adolescente, inclusive sendo capitão da equipe campeã do Sul-Americano sub-20 em 2007, o douradense, com 21 anos, foi titular em todos os jogos da seleção brasileira até a semifinal, onde acabou derrotada pela Argentina por 3 a 0 e deu fim ao sonho do ouro, garantindo a prata dias depois ao bater a Bélgica pelo mesmo placar da derrota aos argentinos.

Também sem marcar gols no torneio, Lucas jogou todos os minutos da primeira fase que terminou com 100% de aproveitamento ao vencer Bélgica, Nova Zelândia e China. Nas quartas de finais, contra Camarões, após 90 minutos sem gols, os brasileiros fizeram 2 a 0 na prorrogação e avançaram para enfrentar a Argentina de Messi, Aguero, Di Maria e Riquelme.

Este seria o último jogo de Lucas na competição. Com a derrota por 3 a 0 e o fim da chance de conquistar o ouro, o sul-matogrossense acabou poupado da decisão pelo bronze onde o Brasil passou pela Bélgica e finalizou assim sua campanha e a história sul-matogrossense no futebol olímpico até então.
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